A história da Matemática pode ser
um meio para que os alunos vejam essa disciplina de maneira diferente, ou seja,
mais atraente e menos assustadora. Contar e ouvir histórias estão mais próximos
do cotidiano do aluno do que o universo dos números, fórmulas, definições e
outros itens pertinentes à matemática. O contato frequente com as narrativas,
que envolvem assuntos matemáticos, vai levá-los a compreender que nem sempre a
matemática da vida corresponde com a matemática da escola. Apesar disso ela
continua tendo seu significado porque nos permite ver o mundo e como as coisas
funcionam de maneira mais compreensível.
"A Matemática não mente. Mente quem faz mau uso dela." Albert Einstein
sábado, 8 de junho de 2013
Depoimento sobre minha experiência inicial com a leitura e escrita
Olá pessoal vou contar um pouco de como eu aprendi a gostar de ler e escrever. Tudo começou com a minha mãe. Quando eu era mais nova, minha mãe sempre me contava diferentes histórias. Ao iniciar a quinta série ela me disse que não tinha mais tempo para ler essas histórias para mim. Então me pediu para eu ler para ela e depois lhe contar a história, ou seja, os papéis se inverteram. Assim eu comecei a ler e a escrever os resumos para contar para minha mãe mais tarde. Quando eu contava a história. ela sempre me questionava sobre alguns personagens, então foi que comecei a desconfiar que ela havia lido mas com o objetivo de me estimular a ler dizia que não tinha tempo. Isso frequentemente faz parte de minhas aulas, pois trago diferentes histórias reflexivas para meus alunos. Eles adoram e acabam lendo algumas histórias para vir me contar depois. Hoje a leitura sobre culinária se tornou o meu hobby preferido.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Depoimentos sobre a leitura:
Acho muito importante o hábito da leitura para nós professores. Existem diversas obras muito bem escritas até mesmo da nossa área como por exemplo, quem nunca leu o "Homem que calculava de Malba Tahan" ou até mesmo "A janela de Euclides". Ambos são livros muito divulgados em matemática com uma leitura simples e de fácil compreensão mas que tem o poder de prender nossa atenção, mesmo com o tempo escasso.
Um fato muito marcante em minha vida, foi quando estava no 3º ano do ensino médio já com o aparelho de celular e o mesmo tocou na frente do professor de português. Sua atitude em relação ao que havia acontecido, foi de tomar o aparelho, impondo a condição que só devolveria se fizesse uma redação sobre as vantagens que o aparelho pode trazer para o aluno dentro de uma sala de aula.
Fiz a redação e entreguei ao professor na aula seguinte, recebendo vários elogios da qualidade com que o texto foi produzido sobre determinado tema.
Depoimento de: BRUNO DONADELLI TRAJANO MATTOS
O Casamento da Matemática
Às folhas tantas do livro matemático
Um quociente apaixonou-se um dia,
Doidamente, por uma incógnita,
Olhou-a com seu olhar enumerável
E viu-a do ápice à base.
Uma figura ímpar, olhos romboides, boca trapezoide,
Corpo retangular e seios esferoides.
Fez da sua vida uma paralela a dela,
Até que se encontraram no infinito.
Quem és tu? – Indagou ele, em ânsia radical,
“Sou a soma dos quadrados dos catetos, mas pode me chamar de hipotenusa”,
E se falaram, descobriram que eram (o que em Aritmética corresponde a almas irmãs )
primos entre si.
E assim se amaram ao quadrado da velocidade da luz,
Numa sexta potenciação, traçando, ao sabor do momento e da paixão,
Retas, curvas, círculos e linhas sentidas, nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das formas euclidianas
E os exegetas do universo infinito,
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas
E enfim, resolveram se casar,
Construir um lar, mais que um lar, uma perpendicular.
Convidaram para padrinhos o polígono e a bissetriz,
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro,
Sonhando com uma felicidade integral e diferencial
E se casaram. Tiveram uma secante e três cones engraçadinhos,
E foram felizes até aquele dia em que tudo vira afinal monotonia.
Foi então, que surgiu o máximo divisor comum,
Frequentador de círculos concêntricos viciosos,
Ofereceu-lhe, a ela, uma grandeza absoluta,
E reduziu-a a um denominador comum.
Ele, o quociente, percebeu que com ela,
Não formava mais um todo, uma unidade,
Era o triângulo, o triângulo amoroso.
Desse problema, ela era uma fração... uma fração, a mais ordinária.
Mas, foi então, que Einstein descobriu a relatividade e tudo que era espúrio,
Passou a ser moralidade, como aliás em qualquer sociedade.
MILLÔR FERNANDES
Didática da Matemática
Um convite para refletirmos sobre a Matemática!
Dois mais dois
Luis Fernando Verissimo
O Rodrigo não entendia por que precisava aprender matemática, já que a sua minica1culadora faria todas as contas por ele, pelo resto da vida, e então a professora resolveu contar uma história. Contou a história do Super Computador.
Um dia, disse a professora, todos os computadores do mundo serão unificados num único sistema, e o centro do sistema será em alguma cidade do Japão. Todas as casas do mundo, todos os lugares do mundo, terão terminais do Super Computador. Toda a informação do mundo estará nos circuitos do Super Computador. As pessoas usarão o Super Computador para compras, para recados, para reservas de avião, para consultas sentimentais. Para tudo.
Ninguém mais precisará de relógios individuais, de livros ou de calculadoras portáteis. Não precisará mais nem estudar. Tudo que alguém quiser saber sobre qualquer coisa estará na memória do Super Computador, ao alcance de qualquer um. Em milésimos de segundo a resposta à consulta estará na tela mais próxima. E haverá bilhões de telas espalhadas por onde o homem estiver, desde lavatórios públicos até estações espaciais. Bastará ao homem apertar um botão para ter a informação que quiser.
Um dia um garoto perguntará ao pai: - Pai, quanto é dois mais dois?
- Não pergunte a mim - dirá o pai -, pergunte a Ele.
E o garoto digitará os botões apropriados e num milésimo de
segundo a resposta aparecerá na tela. E então o garoto dirá: - Como é que sei que essa resposta é certa?
- Porque Ele disse que é certa - responderá o pai.
- E se Ele estiver errado?
- Ele nunca erra.
- Mas se estiver?
- Sempre podemos contar nos dedos.
- O quê?
- Contar nos dedos, como faziam os antigos. Levante dois
dedos. Agora mais dois. Viu? Um, dois, três, quatro. O Computador está certo.
- Mas, pai, e 362 vezes 17? Não dá para contar nos dedos. A não ser reunindo muita gente e usando os dedos das mãos e dos pés. Como saber se a resposta d'Ele está certa?
Aí o pai suspirou e disse: - Jamais saberemos ...
O Rodrigo gostou da história, mas disse que, quando ninguém mais soubesse matemática e não pudesse pôr o Computador à prova, então não faria diferença se o Computador estava certo ou não, já que a sua resposta seria a única disponível e, portanto, a certa, mesmo que estivesse errada, e ...
Aí foi a vez de a professora suspirar.
Introdução
Este blog faz parte de um
programa de formação à distância de educadores. O nosso intuito é discutir a
importância da leitura e escrita no mundo atual e em consequência dentro da
Matemática que é a nossa disciplina. Cada vez mais há necessidade da interpretação
do que lemos para termos autonomia na tomada de decisão. No que diz respeito ao
ensino da Matemática é muito importante que o aluno, através da leitura de
conceitos matemáticos busque caminhos para a solução de problemas. Um dos
recursos que está em pauta é a utilização da história da Matemática para que o
aluno e nós, professores, entre em contato com a criação do conhecimento em
Matemática com o objetivo de tornar a aprendizagem significativa.
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